História Viva
Por mais distintos que sejam os motivos dos embates, todos convergem num ponto: as conseqüências são incalculáveis. Sobre elas, é costumeiro atribuir maior importância para as de âmbito econômico e mundial, como o aumento no preço do barril de petróleo ou a influência da situação na cotação do dólar, por exemplo. Porém, ao apontar o foco para a vida dos cidadãos comuns, a percepção dos efeitos torna-se ainda mais gritante. Vários são os que perdem seus lares, familiares, ficam feridos e vêem sua vida ser destruída em nome de ideologias que nem sempre condizem com as suas. Além dessas perdas visíveis, o rastro de destruição carrega consigo o que há de mais primordial: o direito à vida.
Não há como viver naturalmente sabendo que o risco de morte é constante. Vidas são interrompidas, pessoas privadas de sua liberdade, destinos desviados e a dignidade do povo é esvaída. A sensação de insegurança é acentuada pela falta de pulso da ONU, órgão responsável pela promoção da paz, mas que não impõe o respeito esperado, tendo sua voz abafada pelos interesses dos países que detêm o poder.
Com base numa análise da atual situação, as previsões não são nada animadoras. Os conflitos prometem perdurar, garantindo cada vez mais capítulos de guerras para rechear os livros de história.


