31.7.06

A vida em essência

Dentre todos os sentimentos o amor é, sem dúvida, o mais homenageado. Tema de músicas, livros, filmes e outras expressões artísticas, inúmeras são aqueles que tentam traduzir em palavras o pulsar da vida.

Se personificado, o amor seria um menino maroto que invade sem pedir licença, expulsa toda e qualquer racionalidade e aquece até os mais frios, derretendo-os com simples gestos, palavras e demonstrações pequenas, mas que valem muito. Menino poderoso esse. É liberto de efemeridades e travas, sendo calcado no puro gostar de algo ou de alguém. Consegue transformar situações e trazer mais cor e sentido para a vida, transcendendo as formalidades e friezas impostas pelo mundo. E é contra elas que o amor se faz mais forte. Rompe com delimitações criadas pela consciência e encharca as mãos de sentimento e emoção, fazendo com que o controle do que se pensa e sente escape por entre os dedos e os impulsione a tentar discorrer a respeito deste movimento de almas.

Apenas tentam. As criações inspiradas no amor são de grande beleza e profundidade, captam e apresentam sua essência, mas jamais conseguirão delimitar em arte aquilo que é extrema e unicamente sensorial e não se pode explicar, nem muito menos compreender, pois nasceu para ser sentido, vivido.


Texto e foto: Mariana Rotili

3 Comentários:

  • Mariana,
    (não vou chamá-la como gostaria por aqui, rsrs)
    Vou tratá-la hoje como trato a todos os colunistas.
    Você pra mim não é mais uma menina, aquela que conheci, há uns anos atrás e que por esse tempo pude perceber o crescimento e maturidade que já me impressionavam desde nossas primeiras trocas de mensagens entre nós.
    O motivo pelo qual nos damos ainda tão bem não tem fórmula, não tem.
    Não tem cobranças, não tem.
    O que acredito e isso o José Milbs também percebeu é que através dessa sensibilidade discreta que desponta a cada dia em tuas imagens e palavras que nascerá uma grande jornalista no futuro bem breve ou seja o que você se propuser a fazer.
    Acreditamos em você e na tua competência, como em todos os que estão aqui nesse caderno reunidos, ok?
    Espero encontrar dentro em breve novidades de seus escritos e fotos batidas denunciando tudo isso que escrevi aqui em cima, no meu e-mail todas as semanas.
    Use o que você achar por bem e sempre mande suas inspirações, e se não se inspirar porque a correria do dia-a-dia não te deixou, espere que ela venha, você sabe que a entenderei, né?
    Um beijo imenso, de coração,
    Cris
    (sua editora e amiga)

    Por Blogger Blogs dos Colunistas Caderno R, às 3:00 AM  

  • Fiquei em dúvida sobre qual artigo comentar, e optei por esse. Talvez por ser o mais próximo à minha característica mais evidente. (Sou uma apaixonada por tudo e por todos!) E porque essa guria - que já me fez aderir essa expressão sulista ao meu vocabulário rs - já faz parte da minha enorme lista de amados; por isso, venho aqui.
    Falar do amor é algo tão delicado e sensível quanto senti-lo. E a palavra "amor" já tem seu impacto. Cheia de paradoxos: arrebatador e singelo, real e utópico... Mas, unicamente, verdadeiro. O amor é assim, múltiplo e único. Há tantas formas de amar algo ou alguém, mas o amor que cada um dedica a esse algo (ou alguém) é único, genuíno. Concordo, portanto, que falar sobre 'ele' seja algo incomensuravelmente trabalhoso, e inalcansável até. ("O amor dá trabalho!") Embora não seja preciso estar amando para tal tentativa, assim como não é preciso estar triste para falar sobre a tristeza. São apenas palavras, nada mais que palavras. E o amor está muito além disso.
    É verdade, devemos senti-lo, não defini-lo; senão, perder-se-ão seu encanto e mistério. Pois esse mel (ou veneno) só quem vive pode sabê-lo, comumente, sem o saber de verdade...

    Querida, um grande beijo!
    Sua fã de escritas e personalidade.

    ;)
    Adoro vc!
    Da amiga
    Rafa.

    Por Anonymous Anônimo, às 6:35 PM  

  • Fiquei em dúvida sobre qual artigo comentar, e optei por esse. Talvez por ser o mais próximo à minha característica mais evidente. (Sou uma apaixonada por tudo e por todos!) E porque essa guria - que já me fez aderir essa expressão sulista ao meu vocabulário rs - já faz parte da minha enorme lista de amados; por isso, venho aqui.
    Falar do amor é algo tão delicado e sensível quanto senti-lo. E a palavra "amor" já tem seu impacto. Cheia de paradoxos: arrebatador e singelo, real e utópico... Mas, unicamente, verdadeiro. O amor é assim, múltiplo e único. Há tantas formas de amar algo ou alguém, mas o amor que cada um dedica a esse algo (ou alguém) é único, genuíno. Concordo, portanto, que falar sobre 'ele' seja algo incomensuravelmente trabalhoso, e inalcansável até. ("O amor dá trabalho!") Embora não seja preciso estar amando para tal tentativa, assim como não é preciso estar triste para falar sobre a tristeza. São apenas palavras, nada mais que palavras. E o amor está muito além disso.
    É verdade, devemos senti-lo, não defini-lo; senão, perder-se-ão seu encanto e mistério. Pois esse mel (ou veneno) só quem vive pode sabê-lo, comumente, sem o saber de verdade...

    Querida, um grande beijo!
    Sua fã de escritas e personalidade.

    ;)
    Adoro vc!
    Da amiga
    Rafa.

    Por Anonymous Anônimo, às 6:37 PM  

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