9.8.06

História Viva

Histórias de grandes guerras são vistas em livros e filmes como fatos isolados e distantes. Com isso, cria-se a falsa impressão de que todo o horror possível já foi provocado e de que não haverá conflitos mais sangrentos dos que os já registrados. Entretanto, o cotidiano revela que o ódio entre grupos e nações mantém-se aceso.

Por mais distintos que sejam os motivos dos embates, todos convergem num ponto: as conseqüências são incalculáveis. Sobre elas, é costumeiro atribuir maior importância para as de âmbito econômico e mundial, como o aumento no preço do barril de petróleo ou a influência da situação na cotação do dólar, por exemplo. Porém, ao apontar o foco para a vida dos cidadãos comuns, a percepção dos efeitos torna-se ainda mais gritante. Vários são os que perdem seus lares, familiares, ficam feridos e vêem sua vida ser destruída em nome de ideologias que nem sempre condizem com as suas. Além dessas perdas visíveis, o rastro de destruição carrega consigo o que há de mais primordial: o direito à vida.

Não há como viver naturalmente sabendo que o risco de morte é constante. Vidas são interrompidas, pessoas privadas de sua liberdade, destinos desviados e a dignidade do povo é esvaída. A sensação de insegurança é acentuada pela falta de pulso da ONU, órgão responsável pela promoção da paz, mas que não impõe o respeito esperado, tendo sua voz abafada pelos interesses dos países que detêm o poder.

Com base numa análise da atual situação, as previsões não são nada animadoras. Os conflitos prometem perdurar, garantindo cada vez mais capítulos de guerras para rechear os livros de história.

O apego à religião é causa e refúgio das guerras.

A destruição vai muito além das ruínas.

0 Comentários:

Postar um comentário

<< Home